quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Yeah?


"Andar por entre a gente e não carregar um tiquinho de cada um,
seria como conviver com um monte de professores e não ganhar nenhum ensinamento,
Of course? The life is wonderful, but we don't be careful everytime...
So, have good dreams, good day, good guy."

Jacqueline Litwak

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Saudade: "é o Amor que fica".

"A dor, inconformação e raiva de mim mesma se instalaram aqui dentro, porque não dá pra acreditar que uma pessoa fantástica foi embora, que eu não a disse tudo que ela era pra mim. Que ela sentiu o quanto havia de carinho, mas eu nunca fui capaz de expressar o quanto a admirava. Como será que todos que dependiam dela estão nessa hora? Que Deus seja capaz de dar força e guiar todos que sentirão a sua perda. Que onde quer que ela esteja, esteja de fato em paz, afinal, ela de fato era feliz e sabia tanto o significado, quanto o valor da vida. Seria egoísmo meu pedir pra tê-la de volta de todo jeito, até porque Deus sabe o que faz e deve ter sido o melhor que havia pra ser feito, se ela se foi instantaneamente é por não merecer passar por tanta dor. Só isso explica, só que a hora pra ela chegou. Fico muito triste por ter com ela meio que deixado pra amanhã, logo eu que valorizo tanto as pessoas que amo, e sei bem o quanto valem, e agora mais ainda, sei o quanto deixar o outro com palavras carinhosas faz a diferença. No meio disso tudo, as pessoas ainda preferem dar valor às mínimas coisas, preferem culpar os outros e não perceber o quanto a vida é única. Preferem julgar, reclamar e não valorizar o quanto o verdadeirismo e a cumplicidade estão em pessoas que nos amam, que nos querem bem. O problema é que as pessoas são muito individualistas e ingratas, acreditam que se o outro não amar na mesma proporção que nós os amamos, é porque não amam, não dão valor. Quanta idiotice e mediocridade. Porra, nunca será dessa maneira, cada um ama de uma forma distinta e isso não implica dizer que não nos amam por tudo que somos. E todo mundo fala em amor, em se apegar ao ser, mas quando amamos as pessoas pelo que são, mesmo assim ainda surge um idiota ou a sociedade em cadeia pra julgar, criticar, reclamar. As pessoas precisam saber olhar o interior, temos que ser nós mesmos e perceber que as pessoas também precisam disso. Todos nós somos muito dependentes, todos temos apegos. No entanto, é preciso saber viver. É preciso amar e saber deixar livre, saber querer e viver bem com o outro, mesmo que não tenhamos as pessoas da forma que um dia imaginamos. Amanhã será tarde demais e eu a admirava muito também por isso. Pessoa real, pessoa muito linda, que eu tive a honra de conhecer e infelizmente não tive a inteligência de tê-la mais perto. Ela sabia viver, sabia dar importância ao que fica nessa vida. Sabia muito bem que dar ouvidos as hipocrisias dessas pessoas medíocres, que só olham o próprio umbigo não vale de nada. Que nós não levamos supérfluos dessa vida. E mesmo em meio a tantos defeitos, orgulhos, revoltas, inconformações, mesmo assim ela é, foi, digna de todo amor que nós fomos capaz e incapazes de oferecer. Que numa próxima vida, num próximo encontro que eu espero que exista, eu possa abraçá-la e transparecer tudo que ela representa não apenas pra mim, tudo que o ser dela nos orgulhou e orgulha sentir e de ver. Rafaela de Oliveira Amaral, tão jovem, tão astuta, tão fodástica. Um ser pequeno em tamanho, uma verdadeira grande mulher. Perdão pelo que deixei pra depois, muito grata pelo que você foi, todo valor dado a um carinho que existia e que ficará pra sempre aqui. Afinal, saudade é o amor que fica. E o teu amor, a saudade de você, ficarão pra sempre comigo."

Jacqueline Litwak

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Que país é esse?

"Interessante o que acontece conosco, na vida, sabe como é? As pessoas toda hora querendo algo incomum, querendo melhoras de todos, há melhoras, há o diferente, mas há mais cobranças? Por que será? As pessoas que valorizam o que é pra valorizar, que não apenas sabem, mas que expressam o quanto os sentimentos e atrações surgem sem controle, mas o quanto atitudes e reações são de acordo com as nossas virtudes, e que amar as pessoas não quer dizer amar da forma que elas querem simplesmente, mas quer dizer amá-las por tudo que são, talvez de forma diferenciada, mas por todas as virtudes e defeitos que elas terão. E que amar pelo que o ser é, e não por nada que vem do estereótipo, seria não apenas ideal, como acontece, lutamos por quem amamos, passamos não apenas a ter atração, temos amor, na verdade, temos até amor primeiro pra ter atração posteriormente, daí os indivíduos iguais reclamam, putz meu. Não acredita em amor? Não sabe conquistar dia-a-dia? Quer reclamar de graça? Vai pra fila pegar ônibus, digo mais, vai pra macaxeira pegar barro em horário de pico que aí eu digo você terá motivos pra reclamar. Da falta de ônibus, de educação, de filas, ahhh... motivos ali não vão faltar. Pra melhorar, pode sair em cima da hora e ainda reclamar do atraso, ou sair bem cedo e reclamar do mesmo, ou pegar engarrafamento na BR, ou ônibus quebrar, quer mais? Gente suja ou/e fedida tocando em você... Têm mais, pessoas reclamando de merdas como essas que elas enfrentam todo dia, e ao invés de facilitar, ser educado, enfrentarem filas, saírem cedo, evitar tumultos, não, não. As pessoas gostam de reclamar, fato! Pode tudo estar bom, se 0,01% não for ótimo, fudeu! Agora olha bem pro teu umbigo e diz se tu estais sendo o teu melhor? Estais olhando e enxergando as pessoas pelo que são? Acordar é viver em um mundo real, fazer o real ser melhor e não viver em um lugar rodeado e cheio da tal hipocrisia."

Jacqueline Litwak

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Qual a visão que temos dos dias?

"O que seria dos dias se eles fossem mais longos? O que seria do homem se ele fosse imortal, ou o que seria do mundo se ele fosse pequeno? Acostumados aos dias como são? Ou seria acostumados apenas a perceber o que não temos? Talvez o dia-a-dia nos faça antenados às obrigações e nos dificultem a percepção quanto a todo o resto que acontece aos nossos olhos, certo? Pode ser que estejamos acostumados a reparar nas perdas e não no saldo positivo. Ao invés de todos os dias agradecermos por termos a vida, por termos quem temos, por termos o que temos, muitas vezes preferimos parar pra reclamar de algo que gostaríamos de ter e hoje simplesmente não foi o momento. Paramos pra pensar se os acontecimentos são como são por alguma razão? Nos perguntamo-nos se a hora pra tudo acontecer? Questionamos a nós mesmos se estamos sendo o nosso melhor? Priorizamos o bem estar e as relações humanas? Ou será que priorizamos cobranças e materializações? É tempo de refletir se o que nos acontece de negativo não é fruto exclusivo de nossas próprias atitudes, ao invés de procurarmos um culpado, não é verdade? O responsável pelos erros costuma não perceber o que fez e procura o erro no outro, será que isso estaria correto, nos faria achar uma solução, minimizaria nossa culpa no fracasso? Será que procurar primeiro o que nós podemos fazer pra qualificar os dias e o convívio com outrem não seria ideal? Talvez mais eficiente e eficaz? O mundo não gira por acaso, nossos dias não são como são por uma simples razão e o estar vivo por tempo limitado pode ser fruto da renovação. Maximize a sua óptica, minimize a sua alienação. Amplifique horizontes, mas não se esqueça de ilimitar e libertar a sua mente aos padrões da nossa civilização."

Jacqueline Litwak

Política? Corrupção?

"Política um assunto chato, ou corrupção um assunto que desestimula a votação? Votar consciente, coisa rara. Já que muitos pensam estar conscientes, mas a maioria da população não procura conhecer os candidatos que estão elegendo, vota pela conformação. Isso é saber onde está aplicando confiança? Será que escolher pela maioria, pela exclusão, ou pelo que outros dizem pelo candidato, é votar mesmo com a razão? Votar conscientemente seria seguir tendências, ou a análise detalhada seria uma boa maneira de enxergar as vantagens e desvantagens de cada candidato na administração do nosso país? E quem sabe dessa maneira saber onde depositar confiabilidade e dá o melhor governo à nossa nação? Um assunto polêmico e que muitos discutem, mas poucos sabem mesmo falar, não me refiro ao movimentar da boca e produção da fala, na verdade falo do conhecimento, da convicção, do olhar crítico, coerência, saca? Política é um jogo de marketing, é saber moldar o que vai expor, é saber manipular informações. E a política sem sobra de dúvidas é uma publicidade estampada e bastante despercebida por parte da sociedade. Aparências acabam recebendo valor, como também, enganam, não é mesmo? Um assunto que não é da minha preferência, mas bastante interessante e necessário estar antenado. Sempre pensei seriamente sobre política, embora fale menos do que penso, como também talvez eu não fale com tanta percepção do assunto. Ou por ler menos do que eu gostaria, ou mais pelo fato de não gostar de discutir sobre política, pouco importa a minha concepção sozinha. Voto é responsabilidade, pense em conjunto, pense em benefício do país como um todo, veja as propostas e principalmente os históricos de administrações. Porque não adiantaria colocar um candidato que não saberá administrar, claro que o partido que governa, mas as transações dependem dos candidatos que foram eleitos. Por isso, faça seu papel de cidadão pra valer, seja consciente, vote porque você acredita. As eleições já estão à nossa porta, daqui a pouco a campainha tocará e você? Vai continuar despreparado pra votar? Brasil, um país maravilhoso, um país de todos. Mas o crescimento, necessita de bons cuidados, de uma boa instrução."

Jacqueline Litwak

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Já tive pressa.

"Já tive pressa e já tive tranquilidade demais, logo descobri que o que importa não é o ritmo, é a percepção, porque tudo tem um momento e uma razão pra acontecer. Pensar assim, não só conduz bem, com sentido, mas faz a aceitação e a percepção aguçarem quanto a realidade a qual estamos inseridos. Isso ajuda a não se prender ao desnecessário e a se importar com o valor dos segundos. Resolvi que correr nem sempre é muito válido, como também não alongar passos chega a ser um atraso de vida. Tranquilidade, determinação, isso ajudaria? É, são sempre maneiras de ser, maneiras de ver. De certa forma é como estarmos num cruzamento, várias setas indicando direções, além de distintas, cada uma leva pra um lugar completamente diferenciado e sem estrada de volta, logo, acordamos, isso é a vida. Podemos até ter uma chance que se assemelhe, mas nunca a mesma. Oportunidades e momentos, custamos a entender, mas sempre serão únicos, assim como as pessoas. E assim como as pessoas são as criaturas, criaturas animadas e atrapalhadas transitando por esse mundo. Onde o tempo, parece voar, onde os humanos passam geralmente apressados demais pra repararem o que há de bom nele."

Jacqueline Litwak

sábado, 4 de setembro de 2010

Todo mundo procura um amor.

"Todo mundo procura alguém pra compartilhar emoções, mas por que nem todo mundo está apto a exposição? Ter alguém também seria transparecer emoções e demonstrar opiniões? Está acompanhado é estar sozinho e ter alguém na mente, carregando 24h no coração, já o estar solitário é estar rodeado de pessoas e sentir a danada da solidão. A felicidade vem de dentro, depende exclusivamente de nós, embora sorrir acompanhado tenha maiores proporções, maiores vibrações, fortes emoções. Nem todo mundo tem coragem de se expor, afinal muitos acham perigoso, muitos se acostumam a tal da retração, embora os que se expõem corram riscos, são estes mesmos que desfrutam da maior cumplicidade, da maior autenticidade e da inteira entrega. Arriscando ser julgado, mas tendo como crédito, a verdadeira alegria, a inteira realização. Ganhando por ter acesso a tudo como realmente é, inclusive através da ousadia de encarar as coisas como realmente vê, apesar de todo o julgamento, consegue provar pra si mesmo, que neste mundo ainda vale a pena crer. E ficar camuflado, retraído, talvez só nos garanta a futura autodecepção. Já que ninguém poderá saber o que realmente nos interessa, nos incomoda, e o que realmente pensamos sobre tudo. Sem nossa ajuda, as pessoas não terão ideia do que realmente somos e a culpa será exclusivamente nossa. Daí ocorre de ficarmos incompreensíveis e sem a esperada atenção, como também sem reconhecimento pelo que somos, afinal de contas, conseguimos nos esconder tanto que deixamos de explicitar o nosso próprio ser. Ganhando talvez o estar acompanhado e o estar na solidão. Não se expor é como ficar numa bolha. Seria como ir numa balada e ficar parado. Ou como pular numa piscina e não molhar um fio de cabelo, ou como jogar bola sem tocar no adversário. Seria como passar pela vida das pessoas, levar um pouco de cada um, mas não deixar uma só marcação."

Jacqueline Litwak